Rose Modesto pode voltar à vice ao lado de Riedel e redesenhar cenário político em MS
Uma movimentação nos bastidores da política de Mato Grosso do Sul pode provocar uma reviravolta na disputa eleitoral de 2026. A federação União Progressista avalia o nome de Rose Modesto para compor como candidata a vice na chapa do governador Eduardo Riedel, que deve buscar a reeleição.
Caso se confirme, o movimento marcaria o retorno de Rose à vice-governadoria — cargo que já ocupou durante o primeiro mandato do ex-governador Reinaldo Azambuja — e a recolocaria no centro das articulações políticas do Estado.
Capital político em Campo Grande fortalece nome
O desempenho de Rose nas eleições municipais de 2024, quando chegou ao segundo turno em Campo Grande e somou mais de 210 mil votos, é apontado como um dos principais fatores para o fortalecimento de seu nome.
Mesmo sem vencer o pleito, ela consolidou um capital político relevante, passando a ser considerada uma forte candidata a deputada federal. Dentro da federação, há o entendimento de que sua capacidade de transferência de votos poderia impactar diretamente não apenas uma chapa proporcional, mas principalmente uma candidatura majoritária.
Nos bastidores, a avaliação é de que Rose poderia ser um diferencial estratégico, ampliando a competitividade de Riedel, especialmente na Capital — região onde historicamente o grupo político do governador enfrenta maior dificuldade eleitoral.
Estratégia mira vitória em primeiro turno
A eventual composição entre Riedel e Rose é vista como uma tentativa de fortalecer a base eleitoral a ponto de viabilizar uma vitória ainda no primeiro turno.
Outro fator que pesa na análise é a possibilidade de unir forças com lideranças que tiveram protagonismo em Campo Grande nas últimas eleições, ampliando o alcance político da chapa e criando um cenário considerado favorável dentro da federação.
Reflexos na disputa para deputado federal
A possível ida de Rose para a vice também deve impactar diretamente a formação da chapa para a Câmara dos Deputados.
Sem sua presença na disputa proporcional, o cenário interno tende a ficar mais equilibrado. Nomes como Dr. Luiz Ovando, Jayme Verruck, Roberto Hashioka, Sergio Murillo e Carlos Bernardo ganhariam mais espaço em uma disputa considerada mais aberta e competitiva.
A avaliação interna é de que, nesse cenário, a federação teria condições de eleger entre dois e três deputados federais, com maior equilíbrio entre os candidatos.
Republicanos atua para manter Barbosinha
Enquanto a União Progressista articula o nome de Rose, o Republicanos trabalha para manter o atual vice-governador Barbosinha na chapa de Riedel.
Recém-filiado à legenda, ele conta com boa relação política e pessoal com o governador, o que fortalece sua permanência. A definição sobre a vaga de vice, no entanto, deve ocorrer apenas após negociações entre os grupos políticos envolvidos.
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