Prefeitura exonera filho de coordenador preso na Operação Buraco Sem Fim em Campo Grande
A Prefeitura de Campo Grande exonerou nesta quarta-feira Thiago Nogueira Pereira, servidor da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). Ele é filho de Edvaldo Aquino, coordenador do serviço de tapa-buraco da Capital, preso na última semana durante a Operação Buraco Sem Fim, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).
Thiago atuava como fiscal na prefeitura e recebia salário de aproximadamente R$ 4,3 mil. Apesar de não ter sido alvo da operação, ele esteve na residência do pai no dia em que Edvaldo foi preso. Na ocasião, ainda ocupava cargo na administração municipal.
De acordo com informações obtidas durante as investigações, Thiago já havia sido citado na Operação Cascalhos de Areia, investigação que deu origem à atual ofensiva do Ministério Público Estadual.
Segundo o Ministério Público, Edvaldo Aquino teria papel estratégico dentro do suposto esquema investigado, atuando para agilizar processos burocráticos e assinando documentos no lugar de outros supervisores para garantir o andamento dos contratos suspeitos. A investigação aponta ainda que Thiago teria sido utilizado como intermediário no recebimento de propinas destinadas ao grupo investigado.
Publicações no Diário Oficial também mostram que Thiago foi designado anteriormente para substituir fiscais em contratos de obras públicas. Em uma das nomeações, publicada em março do ano passado, ele passou a atuar no acompanhamento e fiscalização de contrato firmado entre a Sisep e a empresa HF Engenharia e Construção Ltda, responsável por obras de pavimentação em bairros da Capital.
A Operação Buraco Sem Fim resultou na prisão de sete pessoas, entre elas o ex-secretário municipal de Infraestrutura, Rudi Fiorese, o coordenador do tapa-buraco Edvaldo Aquino, o superintendente da Sisep Mehdi Talayeh, além de servidores públicos e empresários ligados aos contratos investigados.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os investigadores encontraram ao menos R$ 429 mil em dinheiro vivo. Em um dos endereços foram apreendidos R$ 186 mil em espécie e, em outro imóvel, mais R$ 233 mil.
O Ministério Público apura a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes na execução de serviços de manutenção das vias públicas de Campo Grande, por meio de medições manipuladas e pagamentos por serviços que não teriam sido executados corretamente.
Segundo o MPE, as investigações apontam que os contratos e aditivos firmados pela empresa investigada entre 2018 e 2025 ultrapassam R$ 113,7 milhões.
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