11/06/2026 09:28 7 hrs atrás

Grupo suspeito de movimentar R$ 21 milhões com tráfico de drogas é alvo de operação em MS e outros estados



As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e o alcance da atuação da organização criminosa nos estados onde o grupo mantinha operações.

Uma organização criminosa com atuação no Rio Grande do Sul e ramificações em Mato Grosso do Sul foi alvo de uma grande operação policial deflagrada na manhã desta sexta-feira (11). Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 21 milhões provenientes do tráfico de drogas por meio de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.

Ao todo, estão sendo cumpridos 28 mandados de prisão preventiva e cinco mandados de prisão temporária. As ações ocorrem em diversas cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Entre os investigados estão nove detentos que, conforme apurado pela polícia, continuavam coordenando atividades criminosas mesmo de dentro do sistema prisional. Além das prisões, os agentes cumprem 69 mandados de busca e apreensão, 59 bloqueios de contas bancárias e 14 ordens de sequestro de veículos. Dinheiro em espécie, joias e automóveis de alto padrão também podem ser apreendidos durante a operação.

Investigação começou após apreensão de maconha
As investigações tiveram início em novembro de 2023, após a apreensão de aproximadamente 1,2 tonelada de maconha em Canoas (RS). Na ocasião, policiais identificaram um imóvel utilizado para armazenamento da droga e prenderam em flagrante um homem que descarregava o entorpecente.

A partir da ocorrência, os investigadores conseguiram rastrear uma rede ligada a uma facção criminosa do Vale do Sinos, responsável pela distribuição de maconha, cocaína e crack em larga escala no Rio Grande do Sul.

Esquema envolvia empresas e movimentações financeiras complexas
De acordo com a polícia, o grupo utilizava um sistema sofisticado para ocultar a origem do dinheiro obtido com o tráfico. As movimentações incluíam fracionamento de valores, transferências entre contas de terceiros, saques rápidos, depósitos sucessivos e triangulações financeiras.

As investigações identificaram pelo menos 20 empresas utilizadas no esquema, distribuídas entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Entre os segmentos envolvidos estavam empresas do ramo alimentício, revendas de veículos, refrigeração, eletrônicos e prestação de serviços.

Segundo a apuração, a organização também mantinha conexões com facções criminosas de Santa Catarina e São Paulo para facilitar a ocultação e circulação dos recursos ilícitos.

Empresas de fachada e empresas fantasmas
Os investigadores apontam que o grupo utilizava diferentes modalidades empresariais para lavar dinheiro:

Empresas de fachada: possuem estrutura física, mas não exercem efetivamente as atividades declaradas;
Empresas fantasmas: existem apenas no papel, com CNPJ criado para justificar movimentações financeiras;
Empresas reais: negócios legítimos usados para dar aparência legal aos recursos ou que contam com a participação de terceiros recrutados para ocultar a origem do dinheiro.

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