01/06/2026 10:47 5 dias atrás

Cinco presos e um foragido: plantão da Deam registra sequência de casos graves de violência contra mulheres em Campo Grande



Perseguição, cárcere privado, agressões brutais, descumprimento de medida protetiva e tentativa de estupro marcaram as ocorrências atendidas entre domingo e segunda-feira na Capital.

O plantão da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) registrou uma sequência de casos graves de violência doméstica e familiar entre a tarde de domingo (31) e a manhã desta segunda-feira (1º), em Campo Grande. Ao menos cinco homens foram presos em flagrante e um suspeito segue foragido após descumprir medida protetiva e perseguir a ex-companheira.

Entre os casos que mais chamaram atenção está o de um militar da Aeronáutica, de 32 anos, preso após perseguir e ameaçar uma jovem de 20 anos. Segundo o boletim de ocorrência, o relacionamento entre os dois durou apenas um mês e a vítima havia encerrado o namoro no sábado (30). Inconformado com o término, o homem estacionou em frente à residência da jovem e passou a exigir que ela saísse para conversar.

Vizinhos perceberam o desespero da vítima, cercaram o veículo e acionaram a Polícia Militar. Ao notar a aproximação das equipes, o militar fugiu em alta velocidade por diversos bairros da Capital, mas acabou interceptado na região central e preso em flagrante.

Outro caso de extrema violência foi registrado no Bairro Recanto dos Pássaros. Um comerciante de 30 anos foi preso após atacar a companheira, de 22 anos, durante uma discussão motivada por ciúmes. Conforme o registro policial, ele puxou violentamente os cabelos da vítima dentro de um carro em movimento, arrancando uma mecha com parte do couro cabeludo.

A agressão só foi interrompida graças à ação de motoristas e pedestres que presenciaram a cena, bloquearam o veículo e resgataram a jovem. Revoltados, alguns populares ainda tentaram agredir o autor antes da chegada da polícia.

Já durante a madrugada, um rapaz de 22 anos foi preso após agredir a própria mãe, uma auxiliar de serviços gerais de 44 anos, no Bairro Santa Luzia. Segundo a ocorrência, ele a enforcou contra uma parede, a derrubou no chão e passou a pressionar o joelho contra o abdômen da vítima.

Mesmo ferida, a mulher conseguiu sair da residência e pedir ajuda. Durante a prisão, o suspeito resistiu e teria agredido policiais militares. Na delegacia, continuou alterado e fez ameaças de morte contra a mãe.

Outro atendimento mobilizou equipes policiais após uma mulher conseguir pedir socorro de forma discreta. Em uma ligação interrompida e por meio de mensagens enviadas pelo celular, ela informou que estava sendo mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro.

Ao chegarem ao imóvel, localizado na região do Parque dos Poderes, os policiais encontraram a vítima e os três filhos trancados dentro da residência. O suspeito, armado com uma faca, ameaçava matar qualquer pessoa que tentasse entrar. Em um momento de distração do agressor, a mulher conseguiu abrir o portão para a entrada da polícia, permitindo o resgate das crianças e a prisão do homem.

Também na madrugada, um vigilante de 31 anos foi preso suspeito de invadir a residência de uma mulher no Bairro Bela Laguna e tentar estuprá-la. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima reagiu e acabou sofrendo agressões físicas.

Quando os policiais chegaram ao local, o suspeito teria soltado um cão da raça pitbull contra a equipe na tentativa de evitar a prisão. Apesar da resistência, ele foi contido e encaminhado para a Deam.

Além das prisões, um homem de 47 anos é procurado após descumprir medida protetiva e perseguir a ex-esposa pelas ruas da Capital. A mulher acionou o botão de pânico do Programa Mulher Segura (Promuse) ao perceber que estava sendo seguida pelo suspeito.

Segundo a vítima, o mesmo homem já havia tentado matá-la anteriormente, utilizando o próprio veículo para atropelá-la. Desta vez, ele fugiu antes da chegada da polícia e segue sendo procurado.

Os casos reforçam o alerta das autoridades para a gravidade da violência contra a mulher e a importância das denúncias. Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190 ou denunciar por meio da Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180

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