De esquerda à direita: Dagoberto vira alvo de críticas após atuação na CPMI do INSS
O deputado federal Dagoberto Nogueira voltou ao centro de uma nova polêmica política após sua atuação na CPMI do INSS, onde votou contra a convocação de investigados em um esquema de fraudes que teria atingido aposentados em todo o país.
Parlamentares da oposição, como Sóstenes Cavalcante, acusam Dagoberto de atuar para “blindar” nomes ligados às investigações, barrando requerimentos considerados essenciais para o avanço das apurações. Entre os casos, está a rejeição da convocação da publicitária Danielle Fonteles, apontada como peça importante no contexto investigado.
A atuação do deputado, que atualmente está filiado ao Progressistas, chama ainda mais atenção diante de sua trajetória política marcada por mudanças ideológicas. Após mais de três décadas no PDT, partido de centro-esquerda, e passagem pelo PSDB, migrou em março de 2026 para uma sigla alinhada à direita.
Dagoberto iniciou sua carreira política com forte ligação a governos de esquerda, tendo sido secretário de Segurança Pública durante a gestão de Zeca do PT em Mato Grosso do Sul. Em 2008, chegou a defender a união de partidos progressistas em Campo Grande — postura bem diferente da atual.
Além das críticas recentes, o parlamentar carrega no currículo uma condenação do Tribunal de Contas da União. Ele, junto às empresas Novadata Sistemas e Computadores e Interprint Ltda., foi condenado a devolver mais de R$ 4 milhões por irregularidades em um convênio firmado com o Ministério da Justiça no início dos anos 2000.
O recurso seria utilizado para implantação do sistema AFIS (identificação por impressões digitais), mas, segundo o TCU, o projeto não foi executado. Auditorias apontaram pagamento antecipado de R$ 3,3 milhões sem a devida prestação de serviços, além de falhas graves na documentação fiscal.
Em sua defesa, Dagoberto alegou perseguição política e afirmou que o sistema chegou a operar, versão que não foi acatada pelo tribunal. O TCU concluiu que não houve comprovação da correta aplicação dos recursos públicos.
Pressão política aumenta
A soma de episódios — da atuação na CPMI à condenação por irregularidades — tem ampliado a pressão sobre o deputado, especialmente em um momento de forte debate nacional sobre transparência e combate à corrupção.
Nos bastidores, aliados tentam minimizar o desgaste, enquanto a oposição intensifica o discurso de cobrança, mirando o histórico e as decisões recentes do parlamentar dentro e fora do Congresso.
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