Coluna: Marketing de Valor por Oséias Iapechino
Fala, pessoal do DiárioMS!
Estreio hoje este espaço com um compromisso: falar de marketing de quem faz para quem vive o mercado. Sem "gourmetização", mas com a estratégia que o nosso Mato Grosso do Sul exige. Aqui, vamos transformar papo de roda de tereré em inteligência de negócio.
Sabe aquela empresa tradicional da cidade que todo mundo sabe onde fica, mas ninguém lembra de indicar? Isso tem nome: falha de posicionamento.
No nosso mercado regional, temos uma força absurda no Agro e no varejo de proximidade. Mas vejo um erro comum: o empresário confunde "tempo de casa" com "autoridade". Estar aberto há 20 anos em Dourados ou em Ponta Porã garante que você seja conhecido, mas não garante que você seja a primeira opção quando o preço do concorrente é menor.
O Storytelling do Tereré. Pense no tereré. O que diferencia a erva que você compra no mercado daquela que você busca em uma casa especializada, com blend exclusivo e atendimento que conhece o seu gosto? É o valor percebido. Posicionamento não é sobre o que você vende, mas sobre o lugar que você ocupa na mente (e no coração) do cliente.
Se a sua única vantagem competitiva é o preço, você não tem uma marca, você tem uma mercadoria (commodity). E commodity, no MS, a gente sabe que flutua conforme a bolsa. Já uma marca bem posicionada cria o seu próprio mercado.
O Dado que Incomoda. De acordo com o relatório Meaningful Brands da Havas Group, 77% das marcas poderiam simplesmente desaparecer hoje e ninguém se importaria. No mercado local, essa estatística é ainda mais cruel. Se o seu negócio fechasse amanhã, o seu cliente sentiria falta da sua solução ou apenas atravessaria a rua para o vizinho?
Construir posicionamento é decidir pelo que você quer ser lembrado. E, se você não decidir, o mercado decidirá por você e geralmente ele escolhe o rótulo de "mais barato" ou "tanto faz".
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