07/04/2026 10:47 1 semana atrás

Trump faz alerta dramático sobre Irã e diz que “uma civilização inteira pode morrer”



Declaração ocorre às vésperas de ultimato para reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto tensões aumentam, Irã mobiliza população e negociações por cessar-fogo fracassam

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7), em uma publicação na rede Truth Social, que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. A declaração foi feita poucas horas antes do prazo final estabelecido por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.

Diante de sinais de que Teerã não pretende ceder às exigências, Trump declarou que não deseja esse desfecho, mas acredita que ele seja provável. O presidente também criticou o regime iraniano, que está no poder há cerca de 47 anos.

Na publicação, Trump afirmou que uma civilização poderia desaparecer “para nunca mais ser ressuscitada”, acrescentando que, com uma eventual mudança completa de regime, poderia surgir um cenário diferente no país. Ele classificou o momento como um dos mais importantes da história mundial recente e afirmou que décadas de “extorsão, corrupção e morte” poderiam chegar ao fim.

No dia anterior (6), durante um pronunciamento, Trump já havia feito declarações semelhantes ao comentar o resgate de pilotos norte-americanos após a queda de um caça em espaço aéreo iraniano, afirmando que o país poderia ser “eliminado em uma única noite”.

Enquanto isso, o Irã dá sinais de que não pretende recuar. Em meio às tensões, a televisão estatal iraniana convocou a população a formar correntes humanas para proteger infraestruturas estratégicas, como usinas de energia e pontes. A mobilização ocorre após o ultimato de 48 horas anunciado por Trump no domingo (5).

A convocação foi feita por Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, que chamou diversos segmentos da sociedade — incluindo jovens, estudantes, atletas e professores — a participarem da iniciativa, destacando que as usinas representam patrimônio nacional.

Esse tipo de mobilização já ocorreu em momentos anteriores de tensão com países ocidentais, quando iranianos se reuniram para proteger instalações nucleares.

Mais cedo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de cidadãos estariam dispostos a se sacrificar pelo país. Segundo ele, mais de 14 milhões de iranianos já teriam se voluntariado, número obtido por meio de campanhas promovidas pela mídia estatal e mensagens enviadas à população.

Apesar disso, o país, que tem mais de 90 milhões de habitantes, vive um clima de apreensão. De acordo com relatos citados pela Associated Press, moradores de Teerã descrevem a situação como cada vez mais desesperadora, com a possibilidade de cortes de energia em larga escala.

No campo diplomático, as negociações seguem sem avanço. Irã e Estados Unidos rejeitaram uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo Paquistão. O plano previa a interrupção imediata dos combates, com prazo de 15 a 20 dias para a construção de um acordo mais amplo e a possível reabertura do Estreito de Ormuz.

O governo iraniano, no entanto, recusou a proposta por considerar que uma trégua temporária poderia permitir que os adversários se reorganizassem para novos ataques, preferindo negociar diretamente o fim definitivo do conflito.

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