13/04/2026 11:06 2 dias atrás

Suplência ao Senado movimenta bastidores e expõe disputa interna no PL em Mato Grosso do Sul



Com candidatura de Reinaldo Azambuja praticamente consolidada, aliados travam disputa por vaga estratégica e revelam acordos políticos para 2026 e 2028

A disputa pela primeira suplência nas chapas ao Senado já começa a aquecer os bastidores da política em Mato Grosso do Sul. O cenário ganha ainda mais relevância diante do nome do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que desponta como forte candidato ao cargo e, ao mesmo tempo, é visto como possível postulante ao governo do Estado em um futuro próximo.

Presidente estadual do PL, Reinaldo carrega consigo acordos políticos firmados desde 2022, quando articulou, junto ao então presidente Jair Bolsonaro, a adesão de lideranças tucanas ao projeto que culminou na eleição do governador Eduardo Riedel (PSDB). Esse movimento teve desdobramentos importantes, como a retirada da candidatura da atual vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), na disputa municipal de 2024.

Agora, esses compromissos voltam ao centro das negociações. Gianni, esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira, tenta se viabilizar como alternativa dentro do grupo, buscando apoio de figuras ligadas ao bolsonarismo, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ainda assim, prevalece, nos bastidores, um acordo político considerado mais sólido entre Jair Bolsonaro e Reinaldo Azambuja.

Enquanto isso, outras lideranças também se movimentam. O Capitão Contar e o deputado Marcos Pollon disputam espaço e apoio dentro do mesmo campo político, evidenciando a divisão interna e a busca por protagonismo junto à base bolsonarista.

Com a candidatura de Azambuja praticamente assegurada como uma das vagas ao Senado pelo PL, cresce a importância da escolha do primeiro suplente — cargo estratégico, especialmente diante da possibilidade de o ex-governador deixar o Senado antes do fim do mandato para disputar novamente o governo estadual.

Três nomes aparecem como principais postulantes à vaga: o ex-secretário de Fazenda Felipe Mattos, apontado como favorito; a vice-prefeita Gianni Nogueira, considerada a “azarona” na disputa; e o ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos), visto como opção alinhada ao governador Eduardo Riedel.

Felipe Mattos surge com vantagem por sua trajetória na gestão estadual e proximidade com Azambuja. Homem de confiança do ex-governador, atuou desde o início da administração, passando de consultor jurídico a secretário de Fazenda, sendo peça-chave na condução econômica do Estado.

Durante sua gestão, Mato Grosso do Sul registrou crescimento significativo na arrecadação, que saltou de cerca de R$ 10 bilhões para R$ 18 bilhões anuais. Nesse período, aproximadamente R$ 3 bilhões foram investidos em infraestrutura viária, consolidando sua imagem como gestor técnico e eficiente.

O cenário segue em aberto, mas a definição da suplência promete ser decisiva não apenas para a eleição ao Senado, como também para o futuro político do Estado nos próximos anos.
 

Veja também

Olá, deixe seu comentário para Suplência ao Senado movimenta bastidores e expõe disputa interna no PL em Mato Grosso do Sul