Presidente da Santa Casa e diretores são presos em operação que apura fraude milionária
A presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, foi presa nesta sexta-feira (11) durante uma operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga supostas fraudes milionárias na instituição. Segundo as apurações, somente no último ano, cerca de R$ 4,9 milhões teriam sido desviados em dois contratos.
Também foram presos os diretores Alessandro Dias Junqueira, da área administrativa, e Rinaldo Halme Romano, do setor financeiro. Monique Gregório, responsável pelos serviços de digitalização do estoque de prontuários da Santa Casa, também está entre os presos. O contrato, avaliado em R$ 5,4 milhões para três anos, teria provocado um prejuízo de R$ 1,4 milhão apenas no primeiro ano, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
As investigações também identificaram possíveis irregularidades em contratos da Operadora Santa Casa Saúde com empresas ligadas ao grupo econômico Duarte & Cruz. De acordo com o MPMS, essas empresas, ligadas ao advogado Paulo Duarte da Cruz, mantinham registro no mesmo endereço, que estaria desocupado. Somente em 2025, aproximadamente R$ 9,6 milhões teriam sido pagos às empresas, com prejuízo estimado de pelo menos R$ 3,5 milhões à entidade.
Além de Alir, Alessandro, Rinaldo e Monique, Paulo Duarte da Cruz e Beatriz Lemes da Silva, diretora do plano de saúde da Santa Casa, também foram presos. Maurício Benitez, ligado à empresa contratada para a digitalização dos prontuários, foi levado à delegacia, mas até o momento não há confirmação de que tenha tido a prisão decretada. A investigação segue para esclarecer a extensão das supostas irregularidades e o destino dos recursos.
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