13/04/2026 14:16 2 dias atrás

Parque das Nações II concentra casos e mortes suspeitas de chikungunya em Dourados



Bairro registra mortes em investigação e enfrenta resistência de moradores, dificultando ações de combate ao mosquito transmissor.

O avanço da chikungunya em Dourados acendeu um novo alerta nesta segunda-feira (13). O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública confirmou mais uma morte em investigação suspeita da doença: um homem de 63 anos, morador do Parque das Nações II.

O paciente estava internado no Hospital Unimed Dourados, em uma região que tem concentrado um dos principais focos recentes da doença no perímetro urbano. Com esse novo caso, o município passa a ter três mortes sob investigação — entre elas, a de uma criança de 10 anos — sendo duas ocorrências registradas no mesmo bairro.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, a situação no Parque das Nações II é considerada preocupante, não apenas pelo aumento de casos, mas também pela dificuldade enfrentada pelas equipes no combate ao mosquito transmissor.

Segundo ele, há resistência de parte da população quanto à instalação das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), equipamentos que podem reduzir significativamente os focos do mosquito. “Existe uma percepção equivocada de que essas armadilhas atraem o Aedes aegypti, quando, na verdade, são utilizadas justamente para conter a proliferação”, explicou.

Essa resistência tem impactado diretamente as ações de controle, dificultando o trabalho dos agentes de endemias tanto na instalação das armadilhas quanto na eliminação de possíveis criadouros.

Atualmente, Dourados registra seis mortes confirmadas por chikungunya — todas na Reserva Indígena — além de uma morte indígena ainda em investigação e outras duas suspeitas no Parque das Nações II.

Os dados mais recentes do boletim epidemiológico apontam um cenário de alta transmissão. Somente na Reserva Indígena, já são 2.012 casos prováveis, com 1.461 confirmações. Em todo o município, os números chegam a 3.572 casos prováveis, 1.634 confirmados e 2.652 em investigação.

A pressão sobre a rede hospitalar também preocupa. Ao todo, 43 pacientes seguem internados com complicações da doença, distribuídos entre unidades como o Hospital Universitário da UFGD, Hospital Regional, Hospital da Vida, entre outras instituições.

O boletim ainda destaca que a taxa de positividade segue elevada, indicando forte circulação do vírus e a manutenção de um cenário epidêmico no município.

Diante disso, as autoridades de saúde reforçam que o combate ao mosquito depende diretamente da colaboração da população, principalmente na eliminação de água parada e na autorização para a instalação de equipamentos de controle nas residências.

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