Operação “Buraco Sem Fim” prende presidente da Agesul e investiga fraudes milionárias em Campo Grande
A operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada na manhã desta terça-feira (12), resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes em contratos de manutenção de vias públicas em Campo Grande. Entre os presos está Rudi Fiorese, atual diretor-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul).
A investigação é conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do GECOC e do Gaeco, e apura supostas irregularidades em contratos ligados à operação tapa-buracos da Capital. Segundo o MPMS, a organização criminosa atuava manipulando medições e realizando pagamentos por serviços que não teriam sido executados integralmente.
De acordo com as investigações, a empresa alvo da operação recebeu mais de R$ 113 milhões em contratos e aditivos firmados entre 2018 e 2025. As apurações abrangem períodos das gestões do ex-prefeito Marquinhos Trad e da atual prefeita Adriane Lopes.
Além de Fiorese, também foram presos servidores ligados à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), entre eles Edvaldo Aquino e Mehdi Talayeh, apontados como envolvidos diretamente nos contratos investigados.
Durante o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão, investigadores encontraram pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo em imóveis ligados aos investigados. Parte do valor, segundo o MPMS, foi localizada na residência de um dos alvos da operação.
Após a prisão, o Governo de Mato Grosso do Sul informou que Rudi Fiorese será exonerado do comando da Agesul. Em nota, a Seilog afirmou que a investigação se refere ao período em que ele ocupava cargo na Prefeitura de Campo Grande e reforçou compromisso com a transparência na administração pública.
Olá, deixe seu comentário para Operação “Buraco Sem Fim” prende presidente da Agesul e investiga fraudes milionárias em Campo Grande