Dourados enfrenta avanço da chikungunya e já soma mais de 648 casos confirmados
Dourados (MS) segue em situação de alerta por conta do avanço da chikungunya. Dados atualizados até esta semana apontam que o município já ultrapassa a marca de 648 casos confirmados da doença, evidenciando o crescimento da transmissão nas últimas semanas.
Ao todo, são 1.193 notificações, com 1.036 casos prováveis, segundo o último balanço divulgado. O surto segue concentrado principalmente nas comunidades indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó, além das regiões da Missão Caiuá e Ireno Isnard.
Diante do aumento dos casos, o Ministério da Saúde, o Governo do Estado e a Prefeitura intensificaram as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença.
Entre as medidas adotadas estão visitas a mais de 2,2 mil residências, mutirões de limpeza para eliminação de criadouros e aplicação de inseticidas em áreas consideradas críticas. O foco é interromper o ciclo de reprodução do mosquito e conter o avanço da doença.
Na área da saúde, o município também reforçou a estrutura de atendimento. Foi implantada uma unidade móvel de saúde e disponibilizados 15 leitos exclusivos para pacientes com chikungunya, com o objetivo de garantir assistência adequada e evitar sobrecarga nas unidades.
Como reforço às ações de prevenção, a Defesa Civil também passou a emitir alertas diretamente nos celulares da população, orientando sobre os riscos da doença e a importância de eliminar focos do mosquito. A medida busca ampliar o alcance das informações e mobilizar a comunidade no combate ao surto.
A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito infectado e tem como principais sintomas febre alta de início súbito e dores intensas nas articulações, que podem persistir por semanas ou até meses. Também são comuns dores musculares, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo.
Especialistas alertam que a doença pode evoluir em três fases — aguda, subaguda e crônica —, sendo que, em alguns casos, as dores articulares podem se prolongar e impactar a qualidade de vida dos pacientes.
As autoridades reforçam que, apesar da vacina contra a dengue já estar disponível, ela não protege contra a chikungunya, o que torna ainda mais importante o combate ao mosquito.
A orientação é clara: a população deve eliminar qualquer recipiente que acumule água parada, como pneus, garrafas, vasos de plantas e calhas, principais criadouros do Aedes aegypti.
Com o aumento expressivo dos casos, o momento exige atenção redobrada e colaboração coletiva para evitar que o surto avance ainda mais em Dourados.
Olá, deixe seu comentário para Dourados enfrenta avanço da chikungunya e já soma mais de 648 casos confirmados