‘Caravana Sertaneja’ se apresentou ontem em Maracaju
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
| Hosana de Lourdes |
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| Cantores Brasão e Brasãozinho durante almoço em Maracaju |
Hosana de Lourdes, Sucursal de Maracaju
As bases mais sólidas do sertanejo raiz nasceram no interior dos grandes estados do país e de lá para cá, solos de viola, duetos, coros e duplas tiveram sua formação, começando a se destacar pela moda de viola, onde nomes como Tonico e Tinoco, Leo Canhoto e Robertinho, Durval e Davi e Brazão e Brazãosinho animaram grandes festas populares, folias de reis e quermesses há 40 anos atrás.
Entre grandes nomes poucos merecidamente chegaram ao hall da fama outros caíram no esquecimento, mas se registra incontáveis sucessos nos anos 60, como Beijinho Doce, Chico Mulato, Cavalo Baio entre outros.
Entre tantos ritmos e estilos formados a partir das toadas, cantigas, canas-verdes, valsinhas e modinhas trazidas pelos europeus, à moda de viola se transformaram na melhor expressão da música sertaneja moderna que hoje registra nomes como cantor Daniel, a dupla Zezé di Camargo e Luciano, Guilherme e Santiago, entre outros. Com uma estrutura que permite totalmente diferenciada dos versos e letras antigas fazem à história da musica sertaneja hoje no Brasil.
Para voltar aos tempos marcantes da vida de comunidades, vilas, sitiantes e as lembranças do início da história do sertanejo raiz, a dupla Brazão e Brazãozinho idealiza o projeto ‘Caravana Sertaneja’ com vida independente, percorre os estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso com shows e apresentações, que ganham o apoio dos admiradores que encontram nos municípios e os ajudam percorrer as cidades deste estados. O projeto tem dado certo, esteve em Douradina no domingo (17), ontewm fez uma grande apresentação em Maracaju e hoje é a vez de Dourados receber os artistas Brasão e Brasãozinho. Em seguida a dupla segue para Jardim, Bonito, Antônio João e a região sudoeste do Estado.
Durante entrevista, o cantor Brazão disse ao Diário MS, à medida que o país se urbanizou tudo mudou que é preciso força de vontade, apoio do povo do interior, para que os considerados ‘artistas caipiras’ se mantenham junto dos demais. ‘Nós estamos neste projeto já temos 84 cidades pra visitar e tocar as nossas canções e com isso estamos firmes na caminhada fazendo aquilo que gostamos que é cantar,” destacou o cantor.
A caravana foi recebida pelo empresário Roque Gregori, o almoço aconteceu na fazenda Frutal do casal Evaldo e Filó. O show em Maracajú aconteceu na praça Central Nestor Pires Barbosa.