Dicesar é o conselheiro do “BBB 10”
Segunda-feira, 01 de Fevereiro de 2010
Mariana Maziero
Folhapress
Com frases no estilo autoajuda,
conselhos, palpites e análises dos perfis
dos outros participantes do “Big Brother Brasil 10'’, Dicesar, 44, vem se revelando um ombro amigo para quem está na casa e quer desabafar sobre as dificuldades do confinamento.
“Ele sempre foi assim, desde pequeno. É uma pessoa com quem todo mundo se sente à vontade para contar segredos e desabafar. E é apaziguador. Se há confusão, é o primeiro a jogar panos quentes’’, conta Alice Ribeiro dos Santos, mãe de Dicesar, o participante mais velho dessa edição do programa.
Com três semanas de confinamento, o maquiador, apesar de estar longe de assumir o papel de vilão da casa, já mostrou que é chegado a uma fofoca. “Ele é assim mesmo. Ótima pessoa, extremamente confiável, mas dá palpite em tudo. Adora uma fofoquinha. E já brigamos por isso. Ele vem falar da minha roupa, e eu logo o mando cuidar da vida dele’’, diz a drag queen Amanda Di Polly, amiga do jogador.
Gilberto Camargo, tio de Dicesar, defende-o: “Ele não deixa de dar sua opinião, mas é muito “do bem’. Nunca vou me esquecer de quando ele me abriu os olhos sobre uma pessoa com quem eu estava envolvido e que era interesseira. Ele é mais coração que ego’’, assegura.
Assumir o papel de conselheiro da casa costuma dar mais do que fama de ombro amigo. Ano após ano, a história mostra que essa é também uma estratégia eficiente.
Jean Wyllys, vencedor do “BBB 5'’, era o confinado que mais ouvia os colegas de jogo. O mesmo acontecia com o cabeleireiro Serginho, do “BBB 1'’, considerado sensato e coerente pelos outros participantes da primeira versão do reality. Ele ficou entre os quatro finalistas.
O massoterapeuta Jean Massumi foi outro que ficou em quarto lugar, na terceira edição da atração. Além de bom ouvinte, fazia massagens nos “brothers’’ estressados.
Já no “BBB 8'’, o psiquiatra Marcelo Arantes ocupou o posto de “ouvido’’ dos colegas, mas não agradou a todos. “Ele foi bem até se aproveitar das análises para julgar as pessoas. Isso irritou os participantes e o público. Tudo depende de como eles se comportam’’, diz Susan Mello, do blog “De Cara pra Lua’’, especializado no reality. Para ela, quem se torna amigo dos oponentes tem boas chances de se dar bem. “Não significa que esse jogador vá ganhar, mas o público acaba se simpatizando e não vota para ele sair. Além disso, só será indicado para um paredão quando os outros estiverem sem opção’’, conclui.