Aluna indígena da Unigran é premiada no 28º Simpósio Mundial em Campo Grande
Quarta-feira, 01 de Agosto de 2012
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| Michele Alves Machado, formada em Pedagogia pela Unigran, exibe o certificado de participação do Sim |
Michele Alves Machado se formou no curso de Pedagogia da Unigran em 2011. O trabalho apresentado pela egressa no 28º Simpósio Mundial da OMEP (Organização Mundial para Educação Pré-escolar), realizado em Campo Grande, foi desenvolvido durante a graduação. Trata-se de uma pesquisa realizada com alunos da alfabetização nas escolas da Aldeia Bororó de Dourados.
“O objetivo era saber até que ponto os professores trabalhavam o tema sustentabilidade com as crianças indígenas e de que forma isso era aplicado. O resultado foi que na verdade os professores não são preparados para trabalhar com o tema. Na verdade poucos conhecem o termo. Eles até trabalham, mas de uma forma inconsciente”, explica Michele.
Segundo a pedagoga a oportunidade de apresentar a pesquisa surgiu após a professora e pró-reitora de Ensino e Extensão da Unigran Terezinha Bazé de Lima ter enviado o edital “Tive o prazer de ser coorientadora. Solicitamos que a Michele inscrevesse o trabalho e participasse, porque o congresso mundial vinha com essa tônica muito forte, com a ideia de entrevistar crianças do mundo inteiro”, conta Bazé.
A egressa foi premiada por ser a única indígena com pesquisa direcionada especificamente com crianças indígenas. Além do certificado de participação ela recebeu um prêmio em dinheiro. “A Michele é dedicada, reúne todos os princípios de ética, de compromisso, é uma pessoa que está vencendo na vida, e ela faz isso por mérito próprio. É gratificante saber que ela como acadêmica indígena desenvolve uma pesquisa que como temática tem uma relevância social imprescindível no mundo, e leva isso para a sua aldeia, e consegue traduzir isso teoricamente, levando para o congresso internacional”, afirma a pró-reitora.
Para a premiada a participação proporciona crescimento profissional e também um desenvolvimento dela como pessoa, “o meu papel, minha responsabilidade é enorme, porque através de mim, e da experiência que eu tenho tido com esses seminários, eu posso passar para as pessoas e professores da aldeia o que aprendo. Por ser indígena eu conheço a cultura então eu sei até que ponto posso ir”, finaliza.