Alunos da UFGD fazem mobilização de apoio à greve dos professores
Terça-feira, 12 de Junho de 2012
| Diário MS |
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| ACADÊMICOS da UFGD vão à praça Antônio João em manifesto de apoio à greve dos professores |
Fabiane Dorta
Atualizada às 08:49
Para os estudantes, o professor bem remunerado e trabalhando em uma unidade de educação bem equipada, tem como resultado uma melhor qualidade no ensino. “Não adianta ter mais professores se eles não tiverem laboratórios para trabalharem, precisa também que estrutura acompanhe”, acredita Matheus Heindrickson, coordenador do Ecom$ (Centro Acadêmico de Economia).
Ainda conforme os acadêmicos, atualmente não há professores efetivos suficientes para atender as demandas de ensino, pesquisa e extensão da universidade. Cursos como Economia teria somente cinco professores, enquanto o de nutrição apenas quatro. Segundo eles, os substitutos não conseguem suprir a falta dos concursados.
“Os professores ficam sobrecarregados, não tem tempo para focar melhor em trabalhos de iniciação cientifica e de extensão, que é o acesso à comunidade através da instituição”, reitera Heindrickson, afirmando ainda que os trabalhos de pesquisa são atingidos pelo número de docentes reduzidos.
Já a coordenadora do Caces (Centro Acadêmico de Medicina – Doutor Camilo Hermelindo da Silva), Sabliny Carneiro, lembra a preocupação com o HU (Hospital Universitário) gerenciado pela UFGD e usado para aprendizado prático dos acadêmicos. “Abre-se concurso, mas não consegue preencher as vagas. Agora vai ficar ainda mais difícil com a redução em 50% do salário dos médicos”, afirmou. Ela se refere à Medida Provisória 568/2012 do governo federal, que trata da jornada dos médicos servidores, com aumento nas horas trabalhadas sem acréscimo salarial.
Apesar de ter como foco o apoio aos docentes, a greve a ser iniciada pelos técnicos administrativos da instituição na sexta-feira também foi lembrada pelos estudantes. “Nós viemos para apoiar os professores, mas muitas reivindicações dos técnicos também estão de acordo com as nossas reivindicações, então nós apoiamos”, afirmou Sabliny.
Além do Caces e do Ecom$, também participaram da mobilização o Caah (Centro Acadêmico de Direito – Águia de Haia) e representantes dos demais cursos da UFGD, que ainda não possuem seus centros organizados. Dezenas de acadêmicos empunharam e levaram instrumentos musicais à praça Antônio João.
Ao todo, ultrapassa 6 mil o número de alunos da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), eles estão com as aulas comprometidas desde o dia 28 de maio, quando os professores entraram em greve por tempo indeterminado. Os docentes reivindicam a organização da carreira, além de investimento em infraestrutura que acompanhe a expansão da universidade.