Após o fracasso da equipe feminina em Londres, Sergio Sasaki escreveu o seu nome na história da ginástica artística brasileira, nesta quarta-feira, na Arena de North Greenwich. Principal nome da nova geração da modalidade e esperança de medalha nos Jogos do Rio, em 2016, o ginasta de 20 anos ficou na 10ª colocação entre 24 competidores na final do individual geral, com a soma de 88.965 pontos. Ele disputou provas em seis aparelhos (solo, salto, cavalo com alças, argolas, paralelas e barra fixa). Medalhista de prata por equipes e no individual em Pequim, o japonês Kohei Uchimura confirmou o favoritismo e sagrou-se campeão nas Olimpíadas 2012, com 92.690, seguido pelo alemão Marcel Nguyen (91.031) e pelo americano Danell Leyva (90.698).
- O programado era ficar entre os 10 melhores. Isso era o mais importante. Saí com o que a gente propôs. Claro que eu não ia prometer que ia ficar entre os três do mundo porque não ia. É muito difícil ainda, mas eu estou trabalhando para isso. A gente não pode deixar de acreditar nunca - disse Sasaki.
Campeão no salto e vice no solo na etapa da Copa do Mundo de Doha, superando adversários de alto calibre, como o chinês campeão olímpico Zou Kai, Sasaki é o ginasta brasileiro com o melhor desempenho na capital britânica até o momento. Esta foi a primeira vez que um representante do país chegou a uma final no individual geral nos Jogos. A melhor colocação do Brasil na história da competição foi de Diego Hypolito, em Pequim, quando terminou em sexto no solo. Em março deste ano, o bicampeão mundial disse que o país nunca teve um ginasta tão completo e talentoso no individual geral como o companheiro de seleção. No ano passado, Sasaki foi o herói da conquista do ouro por equipes nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e passou para quatro finais (cavalo com alças, paralelas, solo e individual).
Primeiro a se apresentar na decisão, o brasileiro passou bem pelo cavalo com alças, fez bons giros e tesouras, e somou 14.366 pontos. Nas argolas, ele partiu de uma cruz-invertida (quando o atleta fica de ponta-cabeça), estabilizou a posição na maltesa e seguiu para outros movimentos, mas errou nas paradas de mãos, inclinou o corpo para trás e o aparelho começou a balançar, perdendo alguns pontos. Ele saiu com um duplo mortal e uma dupla pirueta e atingiu 14.233 pontos.
A sua melhor nota foi no salto: 16.100. Ele optou por uma acrobacia difícil, um duplo mortal para frente, onde o atleta não consegue ver o chão na hora da aterrissagem. E deu certo. Após cravar o movimento, o técnico Renato Araújo, vibrou muito. O ginasta também teve uma boa apresentação nas paralelas, fez o elemento que leva o seu nome e somou 15.200. Antes dele, Diego Hypolito e Daiane dos Santos tiveram seus movimentos no código de pontuação da Federação Internacional de Ginástica (FIG). Na barra fixa, Sasaki manteve a regularidade e marcou 14.833. No último aparelho, o solo, ele cometeu alguns erros e se desequilibrou depois de uma dupla pirueta e meia, dando dois passos para evitar a queda. Com 14.233, ele teve uma pontuação total de 88.965.
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